A importância das futilidades

11 Feb

Eu não sou, nem de longe, a pessoa mais indicada para comentar o comportamento dos outros. Digo isso pois sei que sou estranha, sei que por diversas vezes tenho um comportamento inesperado (nem sempre é inadequado).

Também tenho um certo apego por objetos, não daquele tipo que gosta de coisas velhas, mas no nível de tomar cuidado para não machucar as pelúcias. Isso deve ser algum transtorno do qual me livrarei um dia. Outro hora conto isso melhor com detalhes e fotos.

O que eu observei por esses dias e venho pensando é a frustração das pessoas em relação a acontecimentos fúteis. Tudo começou numa conversa de bar com um casal de amigos muitos simpáticos e sensatos: Ela me disse que seguia poucas pessoas no twitter e por isso mal sabia dos últimos barracos. Eu confesso que a melhor parte do twitter pra mim são os barracos, me divirto com as indiretas, principalmente quando vem de pessoas que horas antes estavam cara-a-cara e nada falaram. Ele disse que haviam pessoas muito legais que ele gostava de conversar pessoalmente mas não suportava no twitter. Baseado nessa conversa, comecei a perceber que existem pessoas que eu gosto muito de encontrar, mas que me cansam no twitter. Me irritam. Me entristecem.

Passei alguns dias, talvez mais de uma semana, pensando sobre isso. Fiquei em silêncio uns dias e quando achei que ninguém fosse perceber, fui lá e cliquei no unfollow. Tive esse cuidado todo a toa, pq eles tinham o aplicativo dedo duro, e o q eu queria que fosse totalmente silencioso virou uma fofoquinha onde eu era chamada de “essa pessoa”. Obviamente recebi 2 unfollows, nada que vá mudar minha vida, nem meu ritmo, nem meu humor, nem nada… mas esse follow-back me diz um pouco sobre eles.

Então trata-se de um favor? Eu te sigo e você me segue de volta? Eu sigo um monte de gente que não me segue, ou seguiu e parou, simplesmente porque gosto do que a pessoa fala. Admiro. Me divirto. Não acredito nessa de obrigação de seguir de volta. Mas se eles decidiram não seguir mais, sinto que eu não agradava, que não falava nada de útil para eles, não falo nada de útil pra ninguém no twitter, e que me seguiam pela simples obrigação de ~seguir de volta~. Não sei quando isso virou uma regra, não me avisaram…

Mas dessa situação toda, o que mais me impressionou foi ser cobrada dos porquês. Eu fui educada e respondi com toda sinceridade e fofura que podia, vomitando um arco-iris. Mas questionei: “Por que isso é tão importante?” Deixo claro que nunca tive nada contra ~essas pessoas~, e agora me dou o direito de chamá-las assim.. tratando de igual para igual, bem pelo contrário, sempre gostei delas e por vezes quando foi necessário, defendi, ambas, até mesmo tirando-as do centro das ~polêmicas do twitter~. Ou será que elas gostariam de estar lá?

Cheguei a uma conclusão, talvez errônea, sobre o quanto certas pessoas estão ali só para conseguir atenção, mesmo que isso venha em forma de pena, que pra mim é o pior sentimento que alguém pode ter por outra pessoa. Reparei o quanto as pessoas contam das coisas ruins que acontecem em suas vida (muitas vezes superdimensionando o caso), do quanto esperam que tenham dó dela e se aproximem para dispensar alguma atenção devido a isso. Recentemente tivemos o caso tão falado da Marcella, que inventou toda uma doença, muito séria por sinal, só para de alguma forma chamar atenção das pessoas para ela, hoje todo mundo diz que ela era doente, mas será que esse pessoal dependente de atenção e seguidores não sofre um pouco da doença dela?

Já dizia minha falecida diretora: “Tem dois tipos de pessoas, as que são idiotas, e as que se fazem de idiota.”

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